segunda-feira, 5 de maio de 2008

As aventuras dum albino...


Pois é...
Hoje deparei-me com duas situações incrivelmente chocantes, não que sejam algo especial, mas tendo em conta que só saio à rua de 15 em 15 dias foram mesmo chocantes.
Já referi que só saio de casa de 15 em 15 dias, só falta referir que os meus únicos contactos de Messenger, por sua vez únicos contactos sociais, são o IronKing34 e a gatonaxxx27 que, não sei porquê, coloca sempre a foto de um homem como imagem de apresentação, conhecimentos esses que fiz no xadrez do Yahoo.
Hoje ao sair à rua deparei-me com um mundo novo à minha frente...
numa primeira situação deparei num restaurante com uma rapariga bem gira a almoçar ao meu lado, fiquei o almoço todo a olhar para o meu prato, ou quando ele lá não estava, para a mancha de gordura que ele deixou no toalhete que protegia a toalha que por sua vez protegia a mesa. O único contacto visual com pessoas que fiz foi com o bigode do homem que me servia.
Passado pouco tempo deparo-me com uma situação idêntica mas num autocarro, onde fiquei a olhar para aquele alçapão que está no chão, que suponho que seja preciso fazer alguma Quest para ele se abrir.
A minha pergunta é simples... como fazer contacto com tais seres vivos sem dar uma aparência carnívora? É que se fumasse ainda poderia pedir um isqueiro ou um cigarro, mas nesta situação há claramente uma descriminação em que os não-fumares são prejudicados.
É que vendo bem, que hipóteses têm os não-fumadores de abordar uma dessas pessoas? Ou pedem um chupa-chupa que julgo não ser uma coisa assim muito normal e além disso julgo que praticamente ninguém anda com chupa-chupas na mala, ou então pedem uma pastilha, que por sua vez também é bastante pouco ortodoxo ir pedir uma pastilha a um Hommo Erectus cujo o contacto até então tinha sido nulo. E ainda por cima a questão das pastilhas pode gerar polémica, pois a partir do lusco-fusco pedir uma pastilha pode não ter o mesmo significado, pois pode-nos sair na rifa um Ecstasy ou então um ar de reprovação perante um drogado.
E com a sorte que tenho, até me poderia sair na rifa uma polícia e aí teria de ir dormir para a esquadra juntamente com um indivíduo pouco amistoso e, mais uma vez frisando a Lei de Murphy que me abençoa, poderia ter umas tendências pro abixanado.
Eu pensei mandar este texto para a Revista "Maria", mas tendo em conta que só saio de casa de 15 em 15 dias iria perder a resposta à minha carta, daí vir para este blog respeituoso saber o que devo fazer da minha vida.
Se achas que tens a solução para o meu problema envia um comentário a este post com a solução ou então aparece na sala de xadrez do Yahoo que costumo estar lá batido muitas vezes e podemos socializar um bocado.
Cumprimentos.

3 comentários:

Anónimo disse...

Saír de casa é sem dúvida uma tarefa difícil. Toda aquela chatice de parecer mal sair de boxers e ter de vestir umas calças, correr o perigo da ferramenta ficar presa no fecho das calças.. Em poucas palavras: saír à rua coloca a vida das pessoas em risco e aparentemente não produz resultados sociais. Mas calma, nem tudo está perdido, existem soluções práticas, e passo a citar algumas que coloco em prática dia após dia.

Então comecemos pelo autocarro. Esta parte é uma das minhas favoritas pois é sempre uma oportunidade de passar por experiências ligeiramente sexuais de forma anónima, e isto verifica-se com grande intensidade nas horas de ponta. É sempre bastante fácil utilizar o momento linear do autocarro como desculpa para um pequeno desiquilibrio e consequente esbarramento contra a pessoa da nossa escolha, e é aqui que a magia sucede, pois como o caro OP pode imaginar,não é necessário fumar para suceder um desiquilibrio num autocarro. Então o que se deve retirar deste pequeno truque aparentemente mágico, é que uma vez que o esbarramento contra a pessoa escolhida tenha sido concluído, podemos passar de imediato para uma abordagem social, começando pelo simples pedido de desculpas. Sim, eu sei que continuar uma conversa após o pedido de desculpas é que é dificil, mas na realidade não o é, pois as hipoteses de conversa são a converger para o infinito, basta apenas uma pequena quantidade de poder de observação. O caro OP pode optar por comentar qualquer coisa que a pessoa em questão esteja a carregar no momento, seja algum artigo específico que "por acaso eu tenho bastante curiosidade em experimentar mas nunca calhou", ou muito simplesmente pode optar por comentar que "ainda no outro dia me aconteceu também esbarrar contra outra pessoa, mas dessa vez quase que me atiraram ao chão em resposta....realmente há pessoas que não têm qualquer noção do que é ser cívico", e aguardar resposta da vítima alvo.

Oras, uma vez acabada a carreira do autocarro, o que se pode fazer? "A rua não tem variações de força que me permitam utilizar a mesma desculpa para abordar alguém, o que é que eu poderei fazer?" Mas nem tudo está perdido, pois mais uma vez o segredo está no poder de observação.

Nesse caso do restaurante, podia perfeitamente ter começado por comentar que demoram sempre muito tempo a atender, ainda que seja mentira. Pode comentar que "gostava de saber como é que consegue manter a linha e comer à vontade", caso fosse caso disso (ie, que a rapariga em questão não tivesse a comer uma salada ou outro artigo light). Esta última só aconselharia em fases mais tardias da conversa, mas como pode ver, o poder de observação é de facto imprescindível.

Todo o dia pode ser levado desta forma, com comentários simples e aparentemente inocentes, e garanto-lhe que se de facto valer a pena falar com alguém, essa pessoa irá sempre responder e nunca lhe irá devolver um "olhar de desaprovamento" ou um "olhar de porra que este gajo devia levar um balázio na testa".

Gostaria de saber se este meu pequeno esforço produziu resultados na sua vida, portanto peço-lhe que coloque desenvolvimentos neste blog.

Atenciosamente, o mestre

Mr. Black disse...

Extremas Saudações Bablionianas 5!
Após ter lido este post fiquei intrigado com a questão colocada.
De facto, como se pode abordar uma rapariga a qual avistamos ha 3 segundos mas ja queremos que tenha os nossos filhos?
Bem, existem 2 formas, que dependem do Tipo de rapariga.
A primeira envolve sacar um molho volumoso de notas do bolso (nesta situação não me estou a referir-me as proficionais do coito).
A segunda é bastante mais complexa, mas agora recorrendo um pouco a imaginação, lanço aqui algumas sugesões:

H - Homem
M - Mulher

1 - H: Hollá garota! Quieres vir fazer el sexo? ´Non? Porqué? És mui buenno!!!

2 - H: Tas a chillar?
M: Oi?!?!?!
H: Olá, então tudo bem? Diz la o que queres?
M: Tu é que vieste falar comigo.
H: Não, não, tu! é que me comprimentas-te!

3 - H: Então e os ninjas?
M: Quais ninjas?
H: Os que andam aí!
M: Não vejo ninjas nenhuns! És um bocado parvo!
H: É isso que eles querem que tu pensses! (Conversa verídica)

4 - H: Olá, chamas-te Dulce? Não? Então esqueçe!

5 - H: Tens pacotes de Leite na casa de banho?

6 - H: Podias-me esclarecer uma duvida?
M: Sim
H: Se tivesses 3 portas, em que uma estava aberta e as outras duas fechadas, na porta aberta estava uma cabra, e numa das outras duas portas estava outra cabra clonada da primeira exactamente no segundo em que a primeira nasceu, mas ligeiramente maior, mudavas de porta?


Estas são apenas algumas de várias possíveis maravilhosas escolhas que poderás adoptar.
Agora depende de ti! Ide em frente e sê feliz!

Charlie Bueno disse...

e se essa rapariga for uma velhota q te espirra para cima.. ai está uma grande questão!